Espanha pede pena máxima para brasileiro acusado de matar familiares

Postando e atualizado: 24-10-18 às 23:25Hs
FONTE DA NOTÍCIA: BBC
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O julgamento do brasileiro, realizado na Audiência Provincial de Guadalajara do Tribunal Superior de Justiça de Castilla-La Mancha, deve durar uma semana.


Começou nesta quarta-feira o julgamento do brasileiro François Patrick Nogueira Gouveia, 21 anos, réu confesso do assassinato e esquartejamento dos tios e primos na Espanha, em 2016. 

As vítimas foram os brasileiros Marcos Campos Nogueira, 41 anos, a esposa dele, Janaína Santos Américo, 40, e os dois filhos do casal, Maria Carolina, 4 anos, e David, 1 ano. 

O caso, que chocou a Espanha, ficou conhecido como "crime de Pioz", em referência à cidade onde ocorreu. 

O Ministério Público espanhol pede as penas de 20 anos de prisão para cada um dos assassinatos dos tios e prisão permanente revisável pelos homicídios das duas crianças. 

A prisão permanente revisável é a pena máxima prevista no Código Penal espanhol e entrou em vigor em 2015. Representa o cumprimento de 25 a 35 anos de cárcere, e, após esse período, a condenação é revista. 

O julgamento do brasileiro, realizado na Audiência Provincial de Guadalajara do Tribunal Superior de Justiça de Castilla-La Mancha, deve durar uma semana. No primeiro dia, o réu ficou algemado o tempo todo, o que não é comum na Espanha. 

Patrick será julgado por um júri popular formado por sete homens e duas mulheres. Ele prestou depoimento na tarde de hoje ao tribunal. O réu brasileiro só respondeu às perguntas de sua advogada, Bárbara Royo. 

O acusado pediu perdão a sua família e à família de Janaína, e disse que gostaria de ter evitado os assassinatos. 

"Sabia o que queria fazer, mas não como devia acontecer. Tinha a ideia fixa de que faria isso", declarou. 

Ele alegou que teve uma infância difícil, que sofreu bullying na escola e que desde os 10 anos tinha problemas com álcool. 

Patrick apontou também que a relação com Marcos se deteriorou porque, segundo ele, o tio lhe roubava dinheiro e ameaçava denunciar sua situação ilegal ao departamento de imigração. 

Disse ainda que aceitaria tomar medicamentos para poder se controlar. 

Para a promotoria, a declaração do réu foi conduzida pela defesa e há contradições com depoimentos que ele prestou na fase de inquérito.

 




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